Paróquia Nossa Senhora da Conceição - Areia/Diocese de Guarabira

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sábado, 18 de junho de 2011

Igreja celebra Festa da Santíssima Trindade neste domingo

“Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo”. “Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito santo”
De acordo com o calendário litúrgico, neste domingo (19), comemoramos a festa da Santíssima Trindade. Dom Emanuele Bargellini - Prior do Mosteiro da Transfiguração (Mogi das Cruzes - São Paulo), doutor em liturgia pelo Pontificio Ateneo Santo Anselmo (Roma) e monge beneditino camaldolense – faz os comentários desta solenidade.
Leituras: Ex 34, 4b-6.8-9; 2 Cor 13, 11-13; Jo 3, 16 – 18
Estas duas breves fórmulas de oração são tão familiares aos nossos ouvidos, que talvez não percebamos a extraordinária profundidade e novidade que elas carregam em si mesmas. Nelas ficam guardadas nossa identidade mais profunda e nosso destino mais divino. Elas de fato exprimem a origem da vida divina que habita em nós, vida recebida como dom gratuito no batismo e, ao mesmo tempo, a finalidade e a meta da nossa existência para a eternidade junto de Deus. 
Não fomos batizados “em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo”?
Esse evento de graça nos introduziu na relação profunda com a Santa Trindade, tornando-nos filhos e filhas do Pai por meio de Jesus, o Filho bem amado, quando foi derramado em nós o dom do Espírito Santo, princípio de vida divina e “penhor da nossa herança” eterna (Ef 1,14).
Quantas vezes acabamos repetindo estas palavras, ao iniciar as ações cotidianas mais humildes ou as solenes celebrações litúrgicas, enquanto as acompanhamos com o gesto do sinal da cruz traçado sobre a fronte e sobre o peito? Não faz parte dos gestos mais simples que acabamos por aprender sendo ainda crianças e daqueles que os pais gostam de ensinar com tanto carinho às próprias criancinhas? Este gesto, na sua simplicidade, constitui de fato, uma profunda profissão de fé, que coloca todo nosso ser, mente, coração e obras, em relação vital com a Trindade Santa, Pai, Filho, Espírito Santo.
Desde a tarde da Páscoa, Jesus ressuscitado derramou o Espírito sobre os apóstolos, e com o Espírito a paz e a alegria que vem do Pai, junto com o poder de resgatar o mundo inteiro com o perdão dos pecados, em prol de todos os que acreditarem em seu nome (Jo 20, 20-23). Com o dom do Espírito do ressuscitado inicia uma nova criação (cf. Gn 1, 1-2), a gestação de uma nova criatura, com a história inteira destinada a sofrer as dores do parto e a antecipar a alegria do seu nascimento: junto com os apóstolos, todos nós fomos marcados com o selo do mesmo Espírito “para o seu louvor e glória” (Ef 1, 14). Em todo tempo a vida no Espírito dos discípulos, que inicia na páscoa de Jesus, se torna testemunho surpreendente da potência da Ressurreição e canto de louvor ao amor gratuito do Pai.
Na segunda leitura Paulo nos confirma que a Santa Trindade é o ventre materno que nos gera a vida divina, a casa da nossa morada desde já, na qual somos chamados a construir entre nós relações no sinal do amor recíproco, que têm como fonte e modelo a relação do Pai, do Filho e do Espírito Santo, que Jesus nos revelou com seus gestos cheios de amor e sua palavra iluminadora. “A graça do Senhor Jesus Cristo, o amor de Deus e a comunhão do Espírito santo estejam com todos vós!” (2 Cor 13,13).
O Missal Romano, renovado depois do Concílio, usa estas palavras do apóstolo como Saudação inicial com a qual o sacerdote celebrante acolhe os fiéis ao começar a celebração da missa. Desta maneira lembra aos fiéis que eles vivem na comunhão da Trindade Santa, e que participando com fé à eucaristia, eles têm a graça de experimentar ainda mais profundamente o amor gratuito do Pai, a caridade sem limite do Filho, e a comunhão gerada pelo Espírito.
Com as luminosas palavras de Santo Ireneu (Adv. Haereses, III, 24, 1), o Concílio Vaticano II conecta o mistério da Igreja ao mistério da comunhão trinitária, até tornar-se quase reflexo da mesma no mundo: “Desta maneira aparece a Igreja como ‘o povo reunido na unidade do Pai e do Filho e do Espírito Santo’ “(Lumen Gentium, 4).
Através da história da salvação – a partir do seu centro que é o Mistério Pascal – nos é concedido vislumbrar e, ao mesmo tempo, ter acesso, numa certa medida, ao conhecimento e à experiência da vida interior da Santa Trindade. A constituição Lumen Gentium (cap 1, nn. 1-5), afirma que a Trindade constitui a nascente da qual brota o mistério da Igreja. Ela é também estruturada à imagem da Trindade, como comunhão na pluralidade, a caminho rumo à participação plena da comunhão da mesma, junto com a inteira história e a criação.
Esta visão de conjunto da criação e da história, que jorram do coração de Deus e ficam totalmente orientadas em relação à Trindade, como seu próprio fim, constituem o canto de glória à sabedoria de Deus; é o grande dom que Jesus, o revelador do Pai, nos oferece. É o mistério que hoje contemplamos e celebramos com fé e alegria, como canta o prefácio alternativo da festa: “Ó Pai, quisestes reunir de novo, pelo sangue do vosso Filho e pela graça do Espírito Santo, os filhos dispersos pelo pecado. Vossa Igreja, reunida pela unidade da Trindade, é para o mundo o corpo de Cristo e o templo do Espírito Santo, para a glória da vossa sabedoria” (Prefácio VIII, dos Domingos Comuns).
A vida da comunidade eclesial, nas suas variadas manifestações, se torna o lugar privilegiado da presença e da ação da Trindade; e a existência cristã de cada um, se desenvolve como existência pascal em relação à Trindade. Dela, é epifania e profecia ao mesmo tempo. A identidade profunda da Igreja peregrina no mundo e de cada cristão e cristã vive esta tensão constante entre a sua origem trinitária e a sua plena comunhão com a mesma: da Trindade para a Trindade!
A grande Doxologia que conclui a Oração Eucarística exprime esta profunda consciência da fé da Igreja e o grande impulso de esperança e de alegria que a caracterizam: “Por Cristo, com Cristo, em Cristo, à vós, Deus todo poderoso, na unidade do Espírito Santo, toda a honra e toda a glória, agora e para sempre. Amém”.
Estupor, agradecimento, silêncio em adoração nos acompanham ao mergulharmos no mistério inefável da presença da Trindade em nós. No admirável discurso de despedida dos discípulos na última ceia, Jesus salienta em muitas maneiras a extraordinária comunhão com o Pai, com o próprio Jesus e com o Espírito, concedida àqueles que acreditam nele. “Se me amais, observareis meus mandamentos, e rogarei ao Pai e ele vos dará um outro Paráclito, para que convosco permaneça para sempre, o Espírito da Verdade” (Jo 14, 15-17). “Nesse dia compreendereis que estou em meu Pai e vós em mim e eu em vós” (Jo 14,20).
Já extraordinária foi a experiência da intimidade de Moisés com Deus e da sua intercessão em favor de Israel, experimentando a sua misericórdia e a sua fidelidade. Não lhe foi permitido, porém, “ver a glória” dele como tinha pedido (Ex 33,18), “porque o homem não pode ver-me e continuar vivendo” (Ex 33, 20). Na sua condescendência Deus concede a Moisés ficar na cavidade da rocha e esperar a sua passagem com o rosto coberto pela mão do próprio Deus. Uma vez que Deus passou, Moisés pôde vê-lo apenas pelas costas (Ex 34, 21-22). Deus se compromete a perdoar o pecado do povo e a caminhar com ele até alcançar a terra prometida.
Esta linguagem simbólica, que destaca com força a alteridade e a transcendência de Deus, junto com a sua misericórdia e proximidade, será superada radicalmente pela Boa nova que nos faz conhecer o evangelho de João: Deus Pai se torna visível através do rosto humano do Filho em Jesus de Nazaré. “O Verbo se fez carne e habitou entre nós” (Jo 1,14). “Ninguém jamais viu a Deus; o Filho unigênito, que está no seio do Pai, este o deu a conhecer” (Jo 1,18).
Em Jesus nos é dado “conhecer” o Pai, no sentido bíblico da palavra, isso é experimentar seu amor, sua bondade, e participar sua própria vida, como afirma o evangelista: “Pois Deus amou tanto o mundo, que entregou o seu Filho único, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3, 16). Talvez a linguagem filosófica usada no passado pela teologia e pela catequese, para deixar vislumbrar o mistério da especificidade de cada uma das três Pessoas divinas na unidade da natureza divina, acabou afastando o mistério da Santíssima Trindade da nossa vida. A escritura e a liturgia nos ajudam a descobrir novamente que ela, Trindade, pelo contrário, constitui a nascente inesgotável da vida, a razão da nossa alegria e esperança, a energia vital que nos habita e nos guia até a plena conformação ao Senhor.
O Espírito, derramado nos nossos corações pela fé e o batismo, nos faz viver em relação filial com o Pai, uma relação liberta do temor e inspirada pela confiança e o amor: “Com efeito, não recebestes um espírito de escravos, parra recair no temor, mas recebestes um espírito de filhos adotivos, pelo qual clamamos: Abba! Pai! O próprio Espírito se une ao nosso espírito para testemunhar que somos filhos de Deus”. (Rm 8, 15-16). O mesmo Espírito anima nossa oração, que brota do coração sob seu impulso interior: “Assim também o Espírito socorre a nossa fraqueza. Pois não sabemos o que pedir como convém; mas o próprio Espírito intercede por nós com gemidos inefáveis” (Rm 8, 26). O mesmo Espírito abre o coração à fé (cf At 16,14), assim como, enviado pelo Pai em nome de Jesus (Jo 14,26), recordará aos discípulos tudo o que Jesus ensinou-lhes, e os introduzirá à compreensão plena da sua Palavra, para seguir o evangelho até o dom total de si mesmos, segundo o exemplo de Jesus (cf Jo 14, 25-26; 16, 12-13).
Gerados à nova vida por ter conhecido que Deus nos amou primeiro, o Espírito nos guia àquela liberdade e caridade perfeita que afasta todo temor, e nos faz viver no amor e na confiança filial (1 Jo 4, 18). São Bento, na sua Regra, aponta esta perspectiva de liberdade no amor gerada pelo Espírito, como o cume do caminho espiritual do monge, ao subir todos os 12 graus da humildade que o conforma a Cristo (Regra dos Monges, c. 7, 67-69).
Com certeza, esta é a raiz fecunda e o fruto mais maduro da moral cristã, que brota do impulso interior do Espírito Santo e produz os frutos saborosos do amor, capaz de desapegar-se de si mesmo para se doar na liberdade, sem limite. Como o próprio Jesus, o Filho bem amado do Pai, totalmente obediente ao seu Espírito. Sobre ele desce no momento do batismo no Jordão (cf Lc 3,21-22), o investe e o guia na sua missão para anunciar a boa nova aos pobres (Lc 4, 16-19), e o sustenta na oferta de si mesmo na cruz (Hb 9,14).
A comunidade cristã encontra no Espírito de Jesus a energia e os critérios para estruturar-se em comunidade verdadeiramente humana e espiritual, autêntica antecipação do reino de Deus. Dele aprende a viver no mundo a comunhão que vem de Deus, e a transformar pessoas e relações: “Há diversidade de dons, mas o Espírito é o mesmo; diversidade de ministérios, mas o Senhor é o mesmo; diversos modos de ação, mas é o mesmo Deus que realiza tudo em todos. Cada um recebe o dom de manifestar o Espírito para a utilidade de todos.”. (1 Cor 12, 4-7).
É sob a inspiração e na força do Espírito enviado pelo Pai, que os discípulos podem enfrentar os desafios das adversidades e das perseguições: “Quando vos entregarem, não fiqueis preocupados em saber como ou o que haveis de falar. Naquele momento vos será indicado o que deveis falar, porque não sereis vós que falareis, mas o Espírito de vosso Pai é que falará em vós”. (Mt 10, 19-20).
À luz desta ação misteriosa e eficaz do Espírito do Pai, derramado por Jesus ressuscitado, em todo discípulo, no corpo da Igreja e sobre a criação inteira para seu pleno resgate, dobramos os joelhos da mente e do coração. O infinitamente transcendente se fez infinitamente próximo para conosco, mais íntimo a nós do que nós mesmos. “Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que nos abençoou com toda sorte de bênçãos espirituais nos céus em Cristo.... Nele também vós... fostes selados pelo Espírito da promessa, o Espírito Santo... para o seu louvor e glória.” (Ef 1, 3. 13-14).
O ícone da Trindade, pintado pelo famoso e santo pintor russo Andrei Rublev, faz alusão aos três misteriosos personagens que visitaram Abraão, trazendo para ele e Sara a promessa do herdeiro tão esperado (Gn 18). Este ícone apresenta três anjos iguais, sentados ao redor de uma mesa redonda. Os três anjos abençoam o cálice, no qual se encontra um novilho, um bezerro sacrificado, preparado para comer. O sacrifício do novilho significa a morte do Salvador na cruz, enquanto a sua preparação como alimento simboliza o sacramento da Eucaristia. O espaço central diante da pessoa que observa o ícone está livre, está à espera que o próprio observador tome nele seu lugar, junto com os divinos hóspedes. Ali é nosso verdadeiro lugar!
Acolhamos o generoso convite do Senhor. Segundo a palavra do apóstolo, não somos mais hóspedes, mas amigos e familiares da Santa Trindade, filhos amados pelo Pai (Ef 2, 19).

Jornal A Igreja é Notícia 13ª Edição

Estamos inciando mas um Jornal "A Igreja é Notícia" hoje na sua 13ª edição. Jornal da Paróquia Nossa Senhora da Conceição transmitido pela Rádio PBFM e retransmitido pela Comunitária Areia FM ao meio-dia. Levando as notícias da Igreja no Mundo, no Brasil e em Nossa Paróquia para você caro ouvinte, com a apresentação de: Vanderlei Bernardo Dias e Claudiana Ribeiro Bernardo Dias.


Notícias em Destaque:


- Solenidade da Festa de Corpus Christi;
- Festa da Natividade de São João Batista;
- As 12 promessas do Sagrado Coração de Jesus;
- Juventude será o tema da Campanha da Fraternidade em 2013;
- Diferença entre o Diácono Transitório e o Diácono Permanente;
- Ordenações Diaconais em Alagoa Grande;
- Tríduo das Ordenações Diaconais e do Sagrado Coração de Jesus;
- Programação da Festa de Corpus Christis em Areia;
- Agenda da Semana.


19/06:
- 08:00hrs Missa na Usina Santa Maria;
- 09:00hrs Missa na Matriz;
-10:30hrs Batizados na Matriz;
-15:00hrs Reunião com os Pais dos Catequizandos e os Catequistas da Paróquia no Dom Moisés;
-15:30hrs Missa na Chã da Pia;
-15:30hrs Missa no Santuário Padre Ibiapina em Santa Fé;
-19:00hrs Missa na Matriz;
-20:30hrs Reunião com a Pastoral da Comunicação.


20/06:
-19:00hrs Missa na Matriz.


21/06:
-19:00hrs Curso de Teologia no Dom Moisés.


22/06:
-19:00hrs Terço dos Homens no Rosário;
-19:00hrs Grupo de Oração Estrela da Manhã no Mutirão;
-19:00hrs Grupo de Oração Chama Viva na Matriz.


23/06:
-08:00hrs Festa de Corpus Christi(Programação Divulgada).


24/06:
-09:00hrs Batizados na Matriz;
-15:30hrs Missa no Assentamento Manoel Joaquim;
-19:00hrs Missa da Natividade de São João na Matriz;
-20:00hrs Programa Celebrando Pentecostes na Rádio PBFM.


25/06:
-08:00hrs Reunião com os animadores das Comunidades Rurais;
-19:00hrs Missa na Matriz;
-19:00hrs Grupo de Oração Vida no Conjunto do Fogo.

Festa da Natividade de São João Batista( 24/06)

A Bíblia nos diz que Isabel era prima e muito amiga de Maria, e, elas tinham o costume de se visitarem. Numa dessas ocasiões, já grávida "quando Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança lhe estremeceu no ventre, e Isabel ficou repleta do Espírito Santo" (Lc 1,41). Ainda no ventre da mãe, João se reverencia e reconhece a presença do Cristo Jesus. Na despedida, as primas combinam que o nascimento de João seria sinalizado com uma fogueira, para que Maria pudesse ir ajudar a prima depois do parto. 

Desta forma os evangelistas apresentam com todo rigor a figura de João como precursor do Messias, cujo dia do nascimento é também chamado de "Aurora da Salvação". É o único Santo, além de Nossa Senhora, em que se festeja o nascimento, porque a Igreja vê nele a preanunciação do Natal de Cristo. 

Ele era um filho muito desejado por seus pais, Isabel e Zacarias, ela estéril e ele mudo, ambos de estirpe sacerdotal e já com idade bem avançada. Isabel haveria de dar à luz um menino, o qual deveria receber o nome de João, que significa "Deus é propício" (cf. Lucas 1,36). Assim foi avisado Zacarias pelo Anjo Gabriel que o visitou anunciando a chegada do tão esperado herdeiro. 

Conforme a indicação de Lucas, Isabel estava no sexto mês do nascimento de João, que foi fixado pela Igreja três meses após a Anunciação de Maria e seis meses antes do Natal de Jesus. O sobrinho da Virgem Maria foi o último profeta e o primeiro apóstolo. "É mais que profeta, disse ainda Jesus. É dele que está escrito: eis que envio o meu mensageiro à tua frente; ele preparará o teu caminho diante de ti". Ou seja, o primo João inicia sua missão alguns anos antes de Jesus iniciar a sua própria missão terrestre. 

Lucas também fala a respeito da infância de João: o menino foi crescendo e fortificando-se em espírito e viveu nos desertos até o dia em que se apresentou diante de Israel. (Lc 1,80) 

Com palavras firmes, pregava a conversão e a necessidade do batismo de penitência. Anunciava a vinda do Messias prometido e esperado. Enquanto de si mesmo deu este testemunho: "Eu sou a voz do que clama no deserto: Endireitarei o caminho do Senhor..." (João 1,23). Aos que o confundiam com Jesus afirmava com humildade: "Eu não sou o Cristo" (Jo 3, 28) e "não sou digno de desatar a correia de sua sandália" (Jo 1,27). Sua originalidade era o convite a receber a ablução com água no rio Jordão, prática chamada batismo. Daí o seu apelido de Batista. 

João Batista teve a grande missão de batizar o próprio Cristo. Ele apresentou oficialmente Cristo ao povo como Messias, com estas palavras: "eis o Cordeiro de Deus que tira os pecados do mundo... Ele vos batizará com o Espírito Santo e com o fogo" (Mt 3,11). 

Jesus falando de João Batista lhe tece o maior elogio registrado na Bíblia: "Jamais surgiu entre os nascidos de mulher, alguém maior que João Batista. Contudo, o menor no Reino de Deus é maior do que ele" (Mt 11,11). 
Ele morre degolado sob o governo do rei Herodes Antipas, por defender a moralidade e os bons costumes. O seu martírio é celebrado em 29 de agosto, com outra veneração litúrgica. 

São João Batista é um dos Santos mais populares em todo o mundo cristão. A sua festa é muito alegre e até folclórica. Com muita música e danças, o ponto central é a fogueira, lembrando aquela primeira feita por seus pais para comunicar o seu nascimento: anel de ligação entre a Antiga e a Nova Aliança.

A festa de Corpus Christi

A Festa de Corpus Christi é a celebração em que solenemente a Igreja comemora a instituição do Santíssimo Sacramento da Eucaristia; sendo o único dia do ano que o Santíssimo Sacramento sai em procissão às nossas ruas.

Propriamente é a Quinta-feira Santa o dia da instituição, mas a lembrança da Paixão e Morte do Salvador não permite uma celebração festiva. Por isso, é na Festa de Corpus Christi que os fiéis agradecem e louvam a Deus pelo inestimável dom da Eucaristia, na qual o próprio Senhor se faz presente como alimento e remédio de nossa alma. A Eucaristia é fonte e centro de toda a vida cristã. Nela está contido todo o tesouro espiritual da Igreja, o próprio Cristo.

A Festa de Corpus Christi surgiu no séc. XIII, na diocese de Liège, na Bélgica, por iniciativa da freira Juliana de Mont Cornillon, (†1258) que recebia visões nas quais o próprio Jesus lhe pedia uma festa litúrgica anual em honra do sacramento da Eucaristia.

Aconteceu, porém, que quando o padre Pedro de Praga, da Boêmia, celebrou uma Missa na cripta de Santa Cristina, em Bolsena, Itália, aconteceu um milagre eucarístico: da hóstia consagrada começaram a cair gotas de sangue sobre o corporal após a consagração. Alguns dizem que isto ocorreu porque o padre teria duvidado da presença real de Cristo na Eucaristia.

O Papa Urbano IV (1262-1264), que residia em Orvieto, cidade próxima de Bolsena, onde vivia S. Tomás de Aquino, informado do milagre, então, ordenou ao Bispo Giacomo que levasse as relíquias de Bolsena a Orvieto. Isso foi feito em procissão. Quando o Papa encontrou a Procissão na entrada de Orvieto, teria então pronunciado diante da relíquia eucarística as palavras: “Corpus Christi”.

Em 11 de agosto de 1264 o Papa emitiu a bula "Transiturus de mundo", onde prescreveu que na quinta-feira após a oitava de Pentecostes, fosse oficialmente celebrada a festa em honra do Corpo do Senhor.

São Tomás de Aquino foi encarregado pelo Papa para compor o Ofício da celebração. O Papa era um arcediago de Liège e havia conhecido a Beata e percebido a luz sobrenatural que a iluminava e a sinceridade de seus apelos.

Em 1290 foi construída a belíssima Catedral de Orvieto, em pedras pretas e brancas, chamada de "Lírio das Catedrais". Antes disso, em 1247, realizou-se a primeira procissão eucarística pelas ruas de Liège, como festa diocesana, tornando-se depois uma festa litúrgica celebrada em toda a Bélgica, e depois, então, em todo o mundo no séc. XIV, quando o Papa Clemente V confirmou a Bula de Urbano IV, tornando a Festa da Eucaristia um dever canônico mundial.

Em 1317, o Papa João XXII publicou na Constituição Clementina o dever de se levar a Eucaristia em procissão pelas vias públicas.

A partir da oficialização, a Festa de Corpus Christi passou a ser celebrada todos os anos na primeira quinta-feira após o domingo da Santíssima Trindade. A celebração normalmente tem início com a missa, seguida pela procissão pelas ruas da cidade, que se encerra com a bênção do Santíssimo.

Todo católico deve participar dessa Procissão por ser a mais importante de todas que acontecem durante o ano, pois é a única onde o próprio Senhor sai às ruas para abençoar as pessoas, as famílias e a cidade.

Em muitos lugares criou-se o belo costume de enfeitar as casas com oratórios e flores e as ruas com tapetes ornamentados, tudo em honra do Senhor que vem visitar o seu povo. Tudo isto tem muito sentido e deve ser preservado.

Começaram assim as grandes procissões eucarísticas e também o culto a Jesus Sacramentado foi incrementado no mundo todo através das adorações solenes, das visitas mais assíduas às Igrejas e da multiplicação das bênçãos com o Santíssimo no ostensório por entre cânticos cada vez mais admiráveis.

Surgiram também os Congressos Eucarísticos, as Quarenta Horas de Adoração e inúmeras outras homenagens a Jesus na Eucaristia. Muitos se converteram e todo o mundo católico.

O culto eucarístico não começou no século XIII, pois começou desde o Cenáculo, quando Jesus instituiu a sagrada Eucaristia. Mas faltava, porém, uma festa especial para agradecer ao "Prisioneiro dos Sacrários" esta presença inefável que o faz contemporâneo de todas as gerações cristãs.

Era necessário, realmente, uma data distinta para que se manifestasse um culto
especial ao Corpo e Sangue de Cristo, atraindo d’Ele novas graças e bênçãos para os que caminham neste mundo. 

Diferença entre o diácono transitório e o diácono permanente!

Temos dentro de nossa Santa Igreja, no grau do diaconato, dois tipos de diaconato: o transitório e o permanente. 
O diácono transitório, como o próprio nome sugere é passageiro, ou seja, é o tempo em que o jovem esta servindo a Igreja no diaconato, em vista ao sacerdócio. Esse tempo é no mínimo 6 meses, onde ele descobre e vivencia a experiência profunda do Cristo servidor. Todo padre é um diácono, não se omite este grau, pelo contrário, a experiência do servir, deve acompanhá-lo por todo o seu ministério.
O diácono permanente, por sua vez, não é temporário, não esta em vista ao sacerdócio, mas completa-se em si mesmo. Tal ministério ordenado é concedido somente a homens já casados, cujos filhos já sejam independentes e que a esposa concorde e respeite sua decisão. Este homem, prepara-se adequadamente e após ordenado colabora diretamente na sua paróquia em diversos trabalhos, tanto pastorais como sendo testemunhas de casamentos e realizando batizados, além de modelo de vivencia crista.
Ambas as formas de diaconia são muito importantes para a Igreja e merecem a nossa admiração, pois são chamados por Deus e trabalham em prol do Reino, rezemos por todos os diáconos!

Ordenações diaconais em Alagoa Grande

No próximo 01° de Julho - festa do Sagrado Coração de Jesus - a nossa diocese de Guarabira ganhará 04 diáconos transitórios. A missa de ordenação será na Paróquia Nossa Senhora da Boa Viagem em Alagoa Grande às 19h.

Façamos uma prece pelos jovens seminaristas que serão ordenados:


Fabiano

Joanderson






José Renato
Welvo

quinta-feira, 16 de junho de 2011

As 12 promessas do Sagrado Coração de Jesus

O Sagrado Coração de Jesus é uma devoção praticada pela Igreja Católica que consiste na veneração do Coração de Jesus na primeira sexta-feira de cada mês, durante nove meses. A origem desta devoção deve-se a Santa Margarida Maria Alacoque, religiosa de uma congregação conhecida como Ordem da Visitação. A Santa Margarida Maria teve extraordinárias revelações por parte de Jesus Cristo, que a incumbiu pessoalmente de divulgar e propagar no mundo esta piedosa devoção. 


Jesus deixou doze grandes promessas às pessoas que, aproveitando-se da Sua divina misericórdia, participassem das comunhões reparadoras das primeiras sextas-feiras. Não se sabe quem compôs a lista com as 12 promessas do Sagrado Coração de Jesus, tiradas das revelações de Nosso Senhor à santa. Sabe-se só que é fidedigna –as promessas estão de fato contidas nas revelações – e que o trabalho anônimo foi de grande mérito e utilidade.

M. Kemper, um modesto comerciante de Dayton, cidadezinha norte-americana, iniciou, em 1882, um trabalho de ampla divulgação delas. A partir deste primeiro impulso, tiveram propagação mundial. Normalmente conhecidas como as 12 Promessas do Coração de Jesus, a mais importante é a 12ª, chamada a Grande Promessa.

São elas:

1ª – "Darei aos devotos do meu coração as graças necessárias ao seu estado";
2ª – "Farei reinar a paz nas famílias";
3ª
 – "Eu os consolarei em todas as tuas penas";
4ª – "Serei o refúgio seguro durante a vida, sobretudo na hora da morte";
5ª – "Derramarei copiosas bênçãos”;
6ª – "Os pecadores acharão em meu coração a fonte e o oceano infinito da misericórdia";
7ª – "As almas tíbias tornar-se-ão fervorosas";
8ª – "E as almas elevar-se-ão rapidamente a uma grande perfeição";
9ª – "Abençoarei as casas em que se acharem expostas e forem veneradas a imagem do meu coração";
10ª – "Darei aos sacerdotes o dom de tocar os corações mais endurecidos";
11ª – "As pessoas que propagarem essa devoção terão seus nomes escritos indelevelmente em seu coração";
12ª – "O amor todo poderoso do meu coração concederá a graça da perseverança final a todos que comungarem na primeira sexta-feira do mês por nove meses seguidos"; 

Convido você hoje a levar o Sagrado Coração de Jesus para sua casa e consagrar-se a Ele, e verá as bênçãos que serão derramadas sobre sua família.